Esclerose Múltipla (EM)

30/08 – Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla

O dia 30 de agosto é o Dia Nacional de Conscientização sobre a Esclerose Múltipla, uma data instituída pelo Ministério da Saúde para informar e alertar sobre essa doença. O objetivo é promover o diagnóstico precoce e o tratamento adequado para reduzir o impacto da esclerose múltipla na vida das pessoas.

A conscientização sobre a esclerose múltipla é fundamental para garantir que mais pessoas recebam o diagnóstico e tratamento corretos o mais cedo possível, melhorando sua qualidade de vida e reduzindo as complicações a longo prazo.

O que é esclerose múltipla?

A esclerose múltipla (EM) é uma doença autoimune que afeta o cérebro e a medula espinhal (sistema nervoso central).

Na EM o sistema imunológico ataca erroneamente as células que contêm mielina. Estas são as capas protetoras (bainhas) que envolvem o neurônio e os nervos da medula espinhal. Danos à bainha de mielina interrompem as mensagens (sinais) que os nervos enviam por todo o corpo para realizar funções como visão, sensação e movimento.

Danos à mielina podem ocorrer no cérebro, na medula espinhal e nos nervos que irrigam os olhos. Não há cura para a EM, mas há tratamento disponível para ajudar a minimizar os danos contínuos e controlar os sintomas.

Formas clínicas da EM:

– EM Recorrente Remitente- (EMRR)

– EM Secundária progressiva (EMSP)

– EM Primária progressiva (EMPP)

– EM Primária progressiva com surtos (EMPS)

A primeira forma da esclerose múltipla chamada surto-remissão ou recorrente-remitente (EMRR) engloba cerca de 85% dos casos. Ela é caracterizada pela ocorrência dos surtos e melhora após o tratamento (ou espontaneamente). Geralmente ocorre nos primeiros anos da doença com recuperação completa e sem sequelas. Os surtos duram dias ou semanas. Em média os surtos se repetem uma vez por ano caso não inicie o tratamento adequado.

Em um prazo de 10 anos, aproximadamente, metade desses pacientes evoluirá para a segunda forma da doença, conhecida como secundariamente progressiva (EMSP). Nesta etapa os pacientes não se recuperam mais plenamente dos surtos e acumulam sequelas. Eles têm, por exemplo, uma perda visual definitiva ou maior dificuldade para andar, o que pode levar à necessidade de auxílio para mobilidade ou locomoção, como apoio de bengala ou cadeira de rodas.

Nos 10% dos casos restantes ocorre a chamada forma progressiva primária (EMPP), quando ocorre gradativa piora surtos.

E 5% dos pacientes apresentam a quarta forma doa doença, mais rápida e agressiva, chamada progressiva com surtos (EMPS). Nesta quarta forma estão combinados a progressão paralela do processo desmielinizante e comprometimento mais precoce dos axônios.

Quão comum é a esclerose múltipla?

A prevalência e incidência da EM no mundo variam de acordo com a geografia e etnia, com taxas de prevalência variando de 2 por 100.000 habitantes na Ásia e mais de 100 por 100.000 na Europa e América do Norte.

A esclerose múltipla (EM) é uma das doenças mais comuns do sistema nervoso central, afetando o cérebro e a medula espinhal. Hoje, 2,8 milhões de pessoas em todo o mundo têm EM. Estima-se que no Brasil, cerca de 40 mil pessoas vivem com a doença.

A doença atinge geralmente pessoas jovens em média entre 20 e 40 anos de idade, predominando entre as mulheres.

Quais são os primeiros sintomas da esclerose múltipla?

Os primeiros sinais e sintomas da EM incluem:

– Alterações na sua visão (neurite óptica, visão dupla, perda de visão);

– Fraqueza muscular (geralmente afetando um lado do rosto ou do corpo, ou abaixo da cintura);

– Dormência ou sensações anormais (geralmente afetando um lado do rosto ou do corpo, ou abaixo da cintura).

Quais são os sintomas da esclerose múltipla?

Os sintomas comuns da EM incluem:

– Fadiga (fraqueza ou cansaço);

– Sintomas sensitivos: parestesias (dormências ou formigamentos), nevralgia do trigêmeo (dor ou queimação na face);

– Sintomas visuais: neurite óptica (visão borrada, mancha escura no centro da visão de um olho – escotoma – embaçamento ou perda visual), diplopia (visão dupla);

– Sintomas motores: perda da força muscular, dificuldade para andar, espasmos e rigidez muscular (espasticidade);

– Ataxia: falta de coordenação dos movimentos ou para andar, tonturas e desequilíbrios;

– Esfincterianas: dificuldade de controle da bexiga (retenção ou perda de urina) ou intestino;

– Sintomas cognitivos: problemas de memória, de atenção, do processamento de informações (lentificação);

– Sintomas mentais: alterações de humor, depressão e ansiedade.

Esses sintomas variam de pessoa para pessoa e podem variar em intensidade de um dia para o outro. Você pode ter alguns desses sintomas, mas é improvável que sinta todos eles ao mesmo tempo.

O que causa a EM?

A desmielinização, ou a destruição da mielina, causa esclerose múltipla. A mielina é uma capa protetora (bainha) que envolve as células nervosas (neurônios) no cérebro e na medula espinhal. Ela transmite mensagens (sinais) entre o cérebro e o resto do corpo para controlar funções como visão, sensação e movimento.

A função do seu sistema imunológico é proteger o seu corpo de coisas que podem prejudicá-lo, como bactérias ou vírus. Na EM o seu sistema imunológico fica hiperativo e confunde a mielina saudável (e, às vezes, as células nervosas abaixo da mielina) com uma ameaça ao seu corpo. O ataque do seu sistema imunológico à mielina saudável a danifica. Isso é desmielinização.

Especialistas não sabem ao certo por que algumas pessoas desenvolvem EM. Pesquisas sugerem que os seguintes fatores podem contribuir para um risco elevado de desenvolver EM:

– Tabagismo;

– Exposição a toxinas, como fumo passivo e pesticidas;

– Baixos níveis de vitamina D;

– Exposição a um vírus (por exemplo vírus Epstein-Barr ou mononucleose);

– Obesidade na infância;

– Predisposição genética (alguém na sua família biológica tem a condição ou carrega genes, o que pode torná-lo mais suscetível a desenvolver a doença).

A EM pode afetar qualquer pessoa. Casos mais raros podem afetar crianças.

Como a esclerose múltipla é diagnosticada?

Não existe uma única ferramenta de diagnóstico disponível para identificar a condição. Em vez disso, o seu médico diagnosticará a EM após um exame físico, um exame neurológico e exames de imagem e laboratoriais.

Durante o exame, seu médico saberá mais sobre seus sintomas e histórico médico. Os exames podem incluir exames de sangue, ressonância magnética do cérebro e da medula espinhal e uma análise do líquido cefalorraquidiano (líquor).

Pode levar algum tempo até que você receba um diagnóstico oficial de EM. Você pode precisar consultar seu médico várias vezes antes de ter certeza. Isso acontece porque os sintomas da EM podem se assemelhar ou estar presentes em diversas outras condições comuns. Embora a demora para um diagnóstico oficial possa ser frustrante, obter o diagnóstico correto ajuda seu médico a realizar um plano terapêutico com precisão.

Quais testes diagnosticam a esclerose múltipla?

Os testes diagnósticos ajudam seu médico a descartar condições com sintomas semelhantes aos da EM. Os testes podem incluir:

– Exames de sangue e urina;

– Exame de ressonância magnética (RM);

– Punção lombar, com análise do líquido cefalorraquidiano (líquor).

Para o diagnóstico da esclerose múltipla são utilizados vários critérios, que consideram vários aspectos clínicos e de imagem, associados a análise do líquido cefalorraquidiano com a pesquisa de marcadores específicos. A Ressonância Magnética de crânio e coluna (medula espinhal) é a principal ferramenta para o diagnóstico das doenças desmielinizantes do sistema Nervoso Central (SNC), incluindo a EM.

No Checkup Medicina e Diagnóstico temos um equipamento de Ressonância Magnética de alto campo (RM 1,5-Tesla) para o diagnóstico preciso das doenças desmielinizantes, a disponibilização de laudos em tempo adequado, específicos e estruturados, onde se detalha as características de cada paciente incorporando análises alinhadas ao desenvolvimento do conhecimento na identificação e interpretação das imagens obtidas, o que amplia o seguimento clínico para diagnóstico e na avaliação da eficácia e da segurança dos diversos tratamentos.

O exame de coleta de líquor – LCR (líquido cefalorraquidiano), material extraído por uma punção na coluna lombar, auxilia na confirmação do diagnóstico da EM. A pesquisa de bandas oligoclonais (BOC) no LCR e sua interpretação é etapa importante na investigação diagnóstica das doenças desmielinizantes.

Este estudo é muito importante para demonstrar inflamação compartimentalizada no Sistema Nervoso Central (SNC). A presença de Bandas Oligoclonais (BOC) restritas ao líquor não é específica para EM, pois outras doenças inflamatórias autoimunes e infecciosas do SNC podem induzir a sua produção. Porém, a presença de BOC de IgG persistentes ao longo do tempo é peculiar à EM. É importante deixar claro também que ausência de BOC no LCR não exclui EM e acontece mais frequentemente em populações de não caucasianos e crianças. A presença de BOC está associada a uma doença mais ativa quando comparadas aos casos de BOC ausentes no LCR. O LCR é uma amostra biológica importantíssima para estudo dos mecanismos da fisiopatologia de doenças autoimunes do SNC e agora, também pode ser usada para pesquisa de biomarcadores de progressão de doença e resposta a tratamento, como por exemplo, os níveis de neurofilamentos de cadeia leve.

Quem faz o diagnóstico da EM?

Se o seu médico suspeitar que você pode ter EM ele poderá encaminhá-lo a um neurologista. Um neurologista é um médico especializado no tratamento de doenças que afetam o sistema nervoso, incluindo o cérebro e a medula espinhal.

Existe cura para a esclerose múltipla?

Atualmente, não há cura para a EM.

Tratamento da EM

Diagnosticar a EM precocemente faz toda a diferença. Quanto mais cedo o tratamento é iniciado, maior a chance de modificar o curso natural da doença a longo prazo, reduzindo o número de surtos, de lesões e de sequelas neurológicas. ​

Não há cura para a esclerose múltipla. O tratamento geralmente se concentra em acelerar a recuperação das crises, reduzir as recaídas, retardar a progressão da doença e controlar os sintomas.

O número de opções de tratamento disponíveis para a esclerose múltipla (EM) está crescendo, com o objetivo de desenvolver terapias mais seguras e eficazes. Existem esforços contínuos por parte dos pesquisadores para descobrir mecanismos adicionais da EM e criar medicamentos que possam atuar nessas vias. Uma abordagem mais personalizada permitirá uma melhor adequação da seleção de medicamentos para os pacientes. Atualmente, há um foco especial na identificação de alvos de tratamento para a EM progressiva, onde há apenas um número limitado de opções terapêuticas disponíveis até o momento. Além disso, há pesquisas em andamento visando o desenvolvimento de terapias com células-tronco, medicamentos que forneçam neuroproteção e agentes que possam potencialmente reverter os danos causados ​​pela EM por meio da remielinização.

Algumas pessoas apresentam sintomas tão leves que não precisam de tratamento.

Durante uma crise de EM você pode ser tratado com:

Corticosteroides. Esses medicamentos reduzem a inflamação dos nervos.

Plasmaférese. Este tratamento envolve o uso de um equipamento de aférese, o qual realiza a remoção da parte líquida do sangue, chamada plasma, e a separação das células sanguíneas. As células sanguíneas são então reintroduzidas no corpo. A plasmaférese pode ser utilizada se os seus sintomas forem novos, graves e não tiverem respondido aos esteroides.

Tratamentos para modificar a progressão da EM

Existem diversas terapias modificadoras da doença para EM.

Grande parte da resposta imunológica associada à EM ocorre nos estágios iniciais da doença. O tratamento agressivo com esses medicamentos o mais cedo possível pode reduzir a taxa de recidiva e retardar a formação de novas lesões. Essas terapias podem reduzir o risco de lesões e o agravamento do aparecimento de incapacidades.

Muitas das terapias modificadoras da doença usadas para tratar a EM apresentam sérios riscos à saúde e necessitam do acompanhamento médico e laboratorial. A escolha da terapia certa para você depende de muitos fatores. Entre eles, estão a duração da doença e os seus sintomas. Seu médico também avalia a eficácia dos tratamentos anteriores para EM, se você já realizou, e seus outros problemas de saúde, juntamente com a possibilidade de ter filhos no futuro. São fatores importantes na decisão sobre o tratamento.

As opções de tratamento para EM recorrente-remitente incluem medicamentos injetáveis, orais e infusões intravenosa.

Tratamentos injetáveis ​​subcutâneos incluem:

Betainterferona 1a.; Acetato de glatirâmer; Ofatumumabe.

Tratamentos orais incluem:

Teriflunomida; Fumarato de dimetila; Fumarato de diroximel; Fingolimode; Ácido Fumárico Siponimode; Cladribina.

Tratamentos de infusão intravenosa incluem:

Natalizumabe; Ocrelizumabe; Alemtuzumabe.

Abaixo mecanismos imunológicos de alguns medicamentos usados no tratamento da EM:

1- Fingolimode: medicação oral que evita a saída dos linfócitos B e T dos linfonodos.

2- Ocrelizumabe: anticorpo monoclonal de aplicação endovenosa, leva a depleção de linfócitos B.

3- Alentuzumabe: anticorpo monoclonal de administração intravenosa, leva a depleção de linfócitos T e B.

4- Cladribina: medicação oral, cuja administração leva a depleção imune de linfócitos B e T.

5- Natalizumabe: anticorpo monoclonal de aplicação endovenosa que impossibilita a entrada dos linfócitos B e T dentro do sistema nervoso central.

Desenvolvimentos recentes ou terapias emergentes

O uso de um inibidor da tirosina quinase de Bruton (BTK) é uma terapia em estudo para esclerose múltipla recorrente-remitente e esclerose múltipla secundária-progressiva. O evobrutinibe, tolebrutinibe e o fenebrutinibe são inibidores de BTK com foco em pesquisas no tratamento da esclerose múltipla.

Outra terapia que está sendo estudada em pessoas com EM é o Transplante Autólogo de Células-Tronco Hematopoiéticas (TACTH). Neste tratamento o sistema imunológico da pessoa portadora de EM é destruído e substituído por células-tronco ​​transplantadas. Os dados atuais incentivam uma aplicação mais ampla do TACTH no tratamento de pacientes com EM, considerando, ainda, a seleção adequada dos pacientes e os métodos de transplante. Além disso, com o aumento do conhecimento e da expertise na área da terapia com células-tronco, o TACTH tornou-se uma abordagem de tratamento mais segura para a EM.

É considerado um tratamento de exceção, indicado em apenas poucos casos.

Os pesquisadores também estão aprendendo mais sobre como as terapias modificadoras da doença existentes atuam para diminuir as recaídas e reduzir as lesões cerebrais relacionadas à esclerose múltipla. Mais estudos são necessários para determinar se o tratamento pode retardar a incapacidade causada pela doença.

Nos últimos anos, muitos avanços novos e empolgantes na EM, incluindo diversas neuroterapias provocativas e alvos farmacológicos, foram descobertos. Historicamente, o tratamento da EM concentra-se amplamente na redução das características inflamatórias da doença. Embora as terapias imunomoduladoras possam resultar em reduções consideráveis ​​na inflamação (por exemplo, taxas de recidiva, novas lesões em ressonância magnética), essas descobertas são compensadas por resultados menos impressionantes em termos de incapacidade.

Neurorreabilitação

A neurorreabilitação, aliada ao tratamento medicamentoso, é fundamental para reduzir a espasticidade, espasmo, fadiga, depressão entre diversos outros sintomas.

A neurorreabilitação é uma aliada importante do tratamento da Esclerose Múltipla. Além disso, colabora na adaptação e recuperação, quando possível, e prevenção de complicações ao longo do tempo.

Entre as terapias de neurorreabilitação estão: psicologia, neuropsicologia, fisioterapia, arteterapia, fonoaudiologia, fisioterapia, neurovisão (conhecida como neurorreabilitação visual, é um tratamento que estimula e reeduca a visão) e terapia ocupacional.

Terapias de apoio e complementares

As terapias complementares promovem a harmonia física e emocional, tratamento do paciente de EM como um todo, auxiliando na melhora da capacidade de realizar atividades do dia a dia. Contribuem com o paciente no aspecto psicológico, melhorando a autoestima, autoconfiança e aceitação. Já no aspecto físico, ajudam a aliviar dores, melhorando a força e a flexibilidade.

Perspectiva da esclerose múltipla (prognóstico)

A esclerose múltipla afeta pessoas diferentes de muitas maneiras diferentes. Isso significa que é muito difícil prever o prognóstico de quem tem EM. Atualmente, não há exames que permitam prever a evolução da EM.

Muitas pessoas com EM poderão continuar a caminhar e trabalhar por muitos anos após o diagnóstico.

No entanto, algumas pessoas com EM ficam incapacitadas com o tempo, e uma minoria fica gravemente incapacitada.

O tratamento da EM é uma área da medicina em rápido desenvolvimento. A pesquisa sobre tratamentos modificadores da doença mais novos e eficazes traz grande esperança de que a perspectiva para pessoas com EM continue a melhorar no futuro e, com sorte, retarde a progressão dos sintomas. O especialista que conhece o seu caso pode fornecer informações mais precisas sobre a perspectiva para a sua situação específica.

Só o seu médico pode avaliar e indicar qual a melhor conduta para você.

Estas informações fornecem uma visão geral e podem não se aplicar a todos. Consulte seu médico para saber se são aplicáveis ao seu caso e para obter mais detalhes do assunto.

Referências

1- https://bvsms.saude.gov.br/eu-me-conecto-nos-nos-conectamos-30-5-dia-mundial-da-esclerose-multipla/

2- https://www.einstein.br/n/glossario-de-saude/esclerose-multipla-em

3- https://my.clevelandclinic.org/health/diseases/17248-multiple-sclerosis

4- https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/multiple-sclerosis/diagnosis-treatment/drc-20350274

5- https://www.abem.org.br/esclerose-multipla/tratamento/

6- https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/35902484/

7- https://www.dynamed.com/condition/multiple-sclerosis-ms-in-adults#TOPIC_IT5_34C_J3B

8- https://www.mayoclinic.org/diseases-conditions/multiple-sclerosis/diagnosis-treatment/drc-20350274

9- https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC10072078/#:~:text=Emerging%20ne

10- https://abneuro.org.br/2022/02/04/34650/

11- https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0142961224003417 12- https://patient.info/brain-nerves/multiple-sclerosis-leaflet

Autor: Dr. Sílvio Marques Pessoa – CRM: MG 16032
Uberlândia – MG, 11 de Setembro de 2025